in progress

 

 

Caído do céu

Indiferenciação histórica e mistificação na crítica de Agamben ao capitalismo

Em curso

 

Nota prévia: o presente ensaio tem como base uma apresentação intitulada «“Vida sem valor”. O fetiche do capital e a economia política da “vida nua”», efectuada em Lis­boa, a 21 de Fevereiro de 2015, na jornada “Da vida nua à potência destituinte: o projecto ‘Homo sacer’ de Giorgio Agamben”, organizada pela Unipop. Nessa ocasião, com um tempo de exposição limitado, tratou-se sobretudo de procurar mostrar a crítica da economia política como o “ponto cego” fundamental dos conceitos de “homo sacer” e “vida nua” de Agamben e de um modo que era assumidamente “com Agamben, para além de Agamben”. Com o posterior desenvolvimento das ideias aí apresentadas, a crítica ganhou consideravelmente mais espaço e o tom geral do texto inevitavelmente mudou. A crítica radical do capitalismo precisa também de se assumir “contra Agamben”.

 

 

Sumário provisório:
Introdução
1. Metafísica, história e linguagem
2. Os tabus do método agambeniano
3. A confusão entre tempo e história
4. Reducionismo linguístico e a forma da mercadoria
5. "Vida nua" e trabalho abstracto
6. Biopolítica ou economia política da "vida nua"?
7. O "capitalismo como religião" como ideologia
8. Será o dinheiro um deus?
9. "Vida sem valor" e a máquina sacrificial
10. A catástrofe como oportunidade e a ideologia do desespero


 

A Escravatura da Abstracção

O fetiche do trabalho abstracto, o problema da escravatura na história do capitalismo e o paradoxo da nova escravatura global

Em curso

 

Sumário provisório:
1. O paradoxo da nova escravatura global e o tabu da crítica ao sistema moderno produtor de mercadorias
2. Relações de escravatura e relações de fetiche
3. Escravatura pré-moderna e moderna
4. Escravatura moderna e a lógica do capital
5. Dos trabalhos dos escravos aos escravos do trabalho
6. A escravatura como metáfora das relações fetichistas modernas
7. A propriedade de si como pressuposto do capital e sua incompatibilidade com o escravo-propriedade
8. O carácter fetichista da "propriedade de si" e sua universalidade abstracta
9. A génese histórica sangrenta do sistema mundial de trabalho abstracto e suas novas formas de escravatura
10. O patriarcado moderno produtor de mercadorias e a escravatura doméstica
11. A ascensão do homem branco ocidental e a "escravatura puramente industrial" negra
12. A não-simultaneidade histórica do desenvolvimento do sistema moderno produtor de mercadorias e a economia política da escravatura
13. O abolicionismo como ideologia de modernização capitalista e suas perfídias
14. A "escravatura em abstracto" norte-americana e a crítica reaccionária da "escravatura do capital"
15. O "duplo Marx" e a duplicação do entendimento da escravatura
16. O Estado como capataz-pedagogo do trabalho abstracto e carcereiro da "jaula de ferro" da riqueza abstracta
17. A "propriedade de si" e a dinâmica histórica da concorrência universal dos sujeitos de direito
18. Escravos ou seres humanos descartáveis?
19. Os pressupostos cegos da ideologia abolicionista hoje
20. A libertação para a liberdade de concorrência universal no contexto do mercado mundial
21. A escravatura da "igualdade de oportunidades" como crítica reduzida e o "monstro entre nós"
22. Somos todos escravos?

 

 

“A Prostituição Liberta!”
O fetiche do trabalho e as ideologias feministas do trabalho sexual
Em curso

 

Sumário provisório:
1. A indiferença do trabalho abstracto como pressuposto relativista afirmativo da prostituição
2. O fetiche do trabalho e a miséria conceptual de um debate truncado
3. Entre o "trabalho como prostituição" e a "prostituição como trabalho": os contributos da metafísica do trabalho do marxismo
4. A especificação sexual da forma social "trabalho abstracto"
5. A especificidade histórica da prostituição moderna
6. Da sujeição ao sujeito: as armadilhas do direito
7. A feminilidade como mercadoria